Tarsila

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Tradução de texto sobre escultura

Tradução livre do vídeo em espanhol- sobre a escultura

O primeiro olhar reflexivo do escultor nos faz acreditar que ele projeta sobre o bloco de pedra a imagem da obra de arte e que neste momento não é mais do que uma simples ideia.

Logo após ele faz um esboço geral, com um leve desenho sobre cada um dos lados do bloco de pedra e podemos perceber o modo repentino como o mestre ataca a pedra, assim que vence sua indecisão inicial. Ele a golpeia com um cinzel para eliminar com golpes enérgicos o material. Seu objetivo é reduzir ao tamanho final da figura, o volume pétreo excessivo. De forma a que se possa perceber, de todos os ângulos, a diferença que sofre o relevo, a partir da imagem frontal.

A talha e a mão direita fazem procedimentos escultores, de modo direto, para transferir ao bloco de pedra a ideia que o artista tem da obra final.

Para guiar-se o artista se utiliza do lápis, continuamente, marcando os novos planos e linhas de referência que irão guiá-lo. Deste modo, entre intuição, trabalho e desenho surge - por eliminação de material - a escultura que posteriormente será trabalhada com mais delicadeza.

Ele trabalha a pedra alternando cinzel de boca altamente cortante e outra ferramenta de boca denteada, para conseguir sulcos na pedra, sem, porém, abandonar o lápis, ferramenta do verdadeiro artista.

Normalmente a execução de um desenho antecede o trabalho com a pedra. Nele, o artista vai mostrando, no papel, a figura de um apóstolo ou profeta, percebido pel as características e indumentária que ele vai desenhando.

Os matizes de luz e sombra vão se revelando vagarosamente, através do desenho, que em realidade, neste momento, só tem duas dimensões, mas que mais tarde, se traduzirá em uma obra tridimensional, como podemos ver acontecendo com o estudo aprofundado e detalhado das mãos e da cabeça.

Com a obra mais avançada e para trabalhar em melhores condições, o escultor inclina a escultura num banco de trabalho, para que nesta fase mais delicada, possa talhar na pedra os detalhes desenhados no papel.

Primeiramente ele trabalha esculpindo a cabeça, desenhando com o lápis o planejamento do que será o rosto e suas expressões principais. Lápis e cinzel se alternam. Os golpes devem ser firmes e secos para não se aprofundar mais do que o necessário, pois nesta fase um erro seria fatal! Na escultura, pode-se eliminar o excedente da pedra, mas não se pode acrescentá-la...

Por isso, se deve trabalhar em etapas sucessivas, rebaixando e controlando este ou aquele detalhe, em relação ao todo: as partes do nariz, o buraco dos olhos. Enfim... todos os pormenores! Definindo todos os planos: frontal, posterior e laterais. Deve-se girar a obra para observá-la bem.

Na mão da escultura, o escultor faz profundos rebaixamentos para esculpir e modelar o caminho das veias, que antes foi desenhada no projeto. E as deixa o mais realista possível!

Outra dificuldade é esculpir as partes que estão descoladas do corpo, como os braços, por exemplo. Para solucionar esta dificuldade o artista se utiliza de um instrumento especial que lhe permite furar a pedra e facilitar, posteriormente, o trabalho com o cinzel.

Cada fragmento da escultura requer um tratamento distinto, uma ferramenta diferente, uma força própria para cada ocasião, de modo a poder moldar a massa que se solta da pedra com uma simples pressão das mãos.

Quando se necessita esculpir cabelos e barbas, por exemplo, usa-se o cinzel com outra ferramenta para abrir sulcos que criam zonas de sombras para contrastar com a luz da superfície e se adquirir os efeitos desejados. O mesmo se faz com os orifícios das orelhas.

A seguir, o artista alisa a região do pescoço com um abrasivo.Justificar

Finalmente, os últimos retoques são dados nos olhos, esculpindo-se a córnea e a íris, que serão decisivos na expressão final da obra. Quanto mais se aprofunda o cinzel , maior pode ser o alcance deste olhar. Nesse sentido, o escultor deverá dar um equilíbrio perfeito e tratar os olhos como uma unidade expressiva.

Finalmente, a superfície que representa a pele desta nova escultura se faz novamente com uma lixa, até o momento em que o escultor percebe que a obra está finalizada!

É necessário uma volta em torno da escultura para se observar todos os acabamentos, não se esquecendo de nada, inclusive do apoio e do suporte que garantirá que a escultura tenha sua estabilidade.